Capoeira organização e política

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Os direitos e a defesa da capoeira demandam uma prática política permanente que depende de organização e mobilização. Afinal, a capoeira surge da concepção organizativa do corpo, de forma coletiva de combate a opressão.

O que implica afirma, a importância do compromisso permanente de valorização e preservação desta pratica, e que antes de se tornar desportiva e patrimônio, foi e continua sendo insurgente e afordiaspórica.  Sem ignorar um outro elemento, o ofício do ensino e transmissão deste saber protagonizado pelo mestre da capoeiragem.

Esta defesa, nos moldes da nossa civilização, caracterizado pelo Estado Democrático de Direito só é possível por meio das garantias legais operacionadas, através da formulação e execução de políticas públicas para capoeira, e nesse caso acobertada por todas as dimensões do conhecimento em que a capoeira está inserida.

Nesse contexto de garantias e execução de políticas públicas, a tarefa exige uma postura instransigivel de não se conformar com as migalhas distribuídas em razão do orçamento votado e debatido em audiências públicas, em que as práticas culturais afrodiaspóricas são negligenciadas, ao ponto de submetê-las a uma especie de mendincãncia orçamentária, geralmente e precariamente solucinada com a política de editais.

Chegou a hora dos capoeiras ocuparem os espaços de deliberação e poder. Ao mesmo tempo é importante que os capoeiras desarmem-se do egocentrismo e do fisiologismo grupal, e de~em as mãos para reivindicar a devolução dos recursos públicos, cuja origem são os impostos e contribuições pagos por todos os capoeiras enquanto sujeitos de direitos e deveres, reconhecidos na sociedade.

A prática da capoeira e os capoeiristas há muito tempo saíram da marginalidade, e muito em função da luta coletiva liderada por mestres como Pastinha, Bimba e muitos outros que se dispuram fundar suas academias e associações culturais como é o caso de Mestre Cícero em Campinas.

O momento é de fazer valer, definitivamente, o que prevê a constituição federal de 1988 e abandonar a cultura da canequinha e dos inifinitos pedidos ao poder público. O momento agora é de mobilização e de luta política para exigir a formulação e execução de políticas públicas que contemplem o exercício e o ensino da capoeira, quer seja nas escolas, quer seja em onges e outros espaços públicos. Em razão disso, fica o convire, capoeiras uni-vos.

 

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