A água e a luta do povo

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A própria movimentação, deslocamento e mobilidade do povo para o loteamento do Jardim Amanda em meados da década de 80, já se caracteriza como um movimento de luta. Pela casa própria e por melhores condições de vida. Fato

Ocorre que para conquistar a plenitude dessas condições, o direito às condições básicas de vida, a população do bairro teve no primeiro momento abastecer-se de uma água barrenta. Na época, até meados de 1993 quem cuidava do fornecimento e abastecimento de água para o bairro era a DAE-Sumaré.


A qualidade da água nessa época era ruim. Não tinha rede e coleta de esgoto instalada e a água dessa rede corria à céu aberto.


A SABESP assume após a segunda gestão do prefeito de Hortolândia eleito. A mudança de empresa não adiantou e a qualidade da água não mudou. O esgoto continuou ao relento por um bom tempo.

Com a chegada do novo milênio; da entrada de um novo século e de uma nova década o Jardim Amanda começa experimentar os novos ventos, demorou mas a qualidade da agua melhorou e o saneamento básico chegou aos trancos e barrancos.

O Jardim Amanda tem atualmente quase a plenitude do serviço de abastecimento e o tratamento da rede de esgoto. Essa conquista não foi um presente à população, mas uma conquista resultado de mobilização e pressão dos moradores por vários momentos e protestos nas ruas.

A exemplo dessa luta, muitas outras caracterizam o desenvolvimento e o crescimento do bairro. Mas como registro acima, a primeira e grande luta foi a disposição de migrar para aquela antiga Fazenda localizada à beira da Rodovia que liga Campinas à Tietê.

*Fotos gentilmente cedidas por Renato Figueiredo e Mauricio Vicente

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