A luta pelo asfalto

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O asfalto no Jardim Amanda talvez tenha sido o evento mais aguardado por seus moradores. De todas as conquistas e realizações ocorridas no bairro, o asfalto talvez tenha sido o mais celebrado, e o mais controverso.

O  mais celebrado porque desde a sua fundação, a convivência de moradores com a poeira e com o barro não ajudava muito. Era muito sofrimento. Para sair de casa em tempo de chuva, a proteção do sapato e da calça eram improvidas com uma sacolinha de mercado. Já com o tempo seco o vento transportavam a poeira para dentro de casa. A limpeza nas casas eram realizadas diariamente. E depois do banho! o cabelo molhado absorvia o pó. Daí já se pode imaginar como ficava a cabeça do amandense. “Vem logo asfalto”.

Nos idos do final da década de 90, o asfalto ensaia seus primeiros passos nas avenidas, e não eram em todas. A Avenida Brasil, Tarsila do Amaral, depois a Anita Garibaldi e Cora Coralina receberam o tapete de piche. A gestão da cidade era exercida pelo tucano Jair Padovani.


Foram vinte e cinco anos desde a fundação do bairro até a chegada do asfalto. Eram 112 ruas sufocadas pela poeira e afogadas pelo barro que aguardavam ansiosamente pela solução do asfalto.


Por outro lado, a controversa é uma resenha há muito conhecida por todos, mas que vale a lembrança. Ainda na gestão de Padovani, a sugestão para que a cobertura asfáltica acontecesse, seria necessário que o morador custeasse a obra. Foram realizados cadastrados, e enviados os respectivos carnês aos moradores para que efetuassem os pagamentos.

O grande problema, e talvez aí se caracterize a controversa dessa modalidade de financiamento é que na falta de pagamento e ou inadimplência do morador, aquele seria protestado, e teria seu nome negativado. Isso aconteceu com alguns moradores, e o que gerou revolta e pressão da população para que aquele plano fosse revisto, o que não aconteceu, nem a tempo e nem em razão da velocidade da prefeitura naquela ocasião

Depois desse episódio, por um período de quase dois anos, os moradores aguardaram pacientemente uma definição do poder executivo, o que não veio. A perspectiva da retomada das obras do asfalto só ocorre em 2003 com as eleições municipais. Essa eleição pode ser considerada um marco para o povo do Jardim Amanda. A partir dessa eleição se inicia um novo capítulo da luta pelo asfalto. Mas deixemos para a segunda parte da crônica a contação dessa parta da história. Inté semana que vem.

 

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