A primeira vez no Amanda a gente nunca esquece

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Foto Renato Figueiredo

Você se lembra da notícia da existência do Jardim Amanda pela primeira? Qual a lembrança desse dia?

Quando soube que mudaria para essas paragens o que pensou? Quais foram as expectativas, o que imaginou? A grandeza do Amanda instiga essas perguntas. Afinal de contas, sou daqueles saudosistas que professa a importância do registro memorial do bairro.

Por duas vezes empreendi a edição do Jornal Comunitário. O primeiro Amanda em Foco em 2008, e o segundo O Jornal do Amanda em 2015. A tarefa não é fácil. Temos o Unidade Popular que circula há tempo. Não é comunitário, mas representa o bairro dentro do que se propõe.

Voltando ao assunto. Para muitos moradores, os contemporâneos e os netos e filhos dos migrantes certamente jamais se lembrarão, ao menos por fotos, das ruas de terras do Amanda bastante difundido nas redes sociais. Essas fotos têm autores. Conhecido no bairro, Figueiredo cumpriu a missão de registrar o bairro com compromisso. Mauricio Vicente também.

as fotos antigas do Jardim Amanda que são reproduzidas, na maioria das vezes, são deles ( Renato Figueiredo e Mauricio Vicente) e não são feitas a devida citação por quem reproduz.

Com exceção do registro público desses dois moradores, a maioria possui suas fotos e imagens particulares, quer num álbum quer na memória. O esforço de lembrar a saga daqueles tempos de água barrenta e poeira na mente é por causa da valorização e reconhecimento da cidade que se transformou esse gigante que já foi candidato ao maior da América Latina.

Então, quando recebi a notícia da compra do terreno no bairro e que construiríamos por essas bandas, a sensação foi de perda. A mudança na adolescência nunca é fácil. Todo repertório que até aquele momento obtinha desapareceria porque teria que ser reconstruída em um novo ambiente. A tristeza adolescente piorou quando ao avistar pela primeira aquele mar de construções sem telhas, semiprontas, com centenas de ruas de terra, aquela sensação de perda aumentou.  Até quando?

Da primeira enxadada de meu finado tio na terra do terreno plano na rua 41 para construção do alicerce até a passagem do asfalto e a chegada da Sabesp foram 15 anos. De lá para cá, ao contrário daquela depressão juvenil, a satisfação e o orgulho de assistir o desenvolvimento do bairro se superou. O Jardim Amanda continua grande, continua ensinando.

 

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