Iniciativas e ferramentas contra a desinformação

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Portais, sites, blogs, veículos de comunicação e formadores de opinião tem se mobilizado de forma disciplinar para compartilhar técnicas e dicas que orientem a identificação de notícias falsas e imprecisas.

Ciência Popular, Observatório Covid-19, Rede Nacional de Combate à Desinformação, Ciência na Rua. Jornais da Unicamp, USP e UNESP; Centros e grupos de estudos dentro de institutos e faculdades públicas, veículos de comunicação tradicionais, educativos e comunitários compõem o rol de plataformas comunicacionais que tem tido nesse cenário, papel central no combate a desinformação.

A jornalista científica Erica Mariosa publicou diversos artigos tratando do assunto. Em Fake News, Desinformação e Infodemia ela descreve algumas dicas básicas para identificar um conteúdo falso e impreciso.


“Ao abrir uma informação leia primeiro antes de compartilhar. Verifique se a fonte é confiável. Se a informação é atual, checar a data e o período da publicação. Se o conteúdo é irônico ou de humor.


E se a informação veiculada foi publicada em outros veículos.” Esses cuidados de certa forma ajudam no desenvolvimento do leitor.

As estratégias de combate demandam um aprimoramento constante dada a velocidade, intensidade e quantidade e informação disponíveis ao cidadão na internet. A popularização e massificação de ferramentas, e a orientação de combate precisam transcender o apelo simplista do que é certo ou errado, por exemplo. É importante refletir sobre o uso da linguagem.

Os valores oriundos da diversidade cultural têm sido derrotados no campo da semiótica. A intolerância e o fundamentalismo religioso avançam sobre a riqueza da linguagem desmatando práticas e costumes essenciais a sustentabilidade do ecossistema.

Publicado no dia 19 de abril de 2021 e escrito pela jornalista Luciana Rathsam o artigo Cientistas estudam a produção da ignorância e unem esforços para combatê-lo enfatiza uma tendência e uma necessidade que me parece umas das principais, senão a mais importante para o exercício do combate a desinformação, a ocupação do espaço no ambiente digital, onde se dissemina toda a ignorância. É nesse espaço que o cidadão contemporâneo busca conhecimento e informação qualificada, destaca a jornalista.

A determinação para que o jornalismo sério e responsável prevaleça sob a avalanche de informações falsas distribuídas nas redes deve vir do conjunto da sociedade conectada com o senso crítico, mais ajuizada, fundamentada na razão e no respeito as diferenças. A utilização de uma bula contra a infodemia deve ser compartilhada e anunciada cuidadosamente, e prescrito por personalidades e lideranças notadamente testadaS nos ambientes de conflitos, sob pena dessa bula ser distorcida ao sabor das conveniências eleitoreiras e despóticas.

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