O Capoeira é um projeto editorial idealizado pelo jornalista, capoeirista e gestor cultural Luciano Medina. Praticante há mais de 20 anos iniciou os estudos e a vivência na capoeiragem em 1987 com o Mestre Irandir ( In Memorian), inicialmente professor da Academia Arte Brasileira e formado de Mestre Tarzan ( Beira Mar Campinas-SP). Somente depois Irandir ingressara para o Grupo Senzala onde fora agraciado com a tradicional corda vermelha.

Nesse período Calado já praticava capoeira sob orientação e educação de Mestre Cícero, também formado de Mestre Tarzan, e que na sequencia ingressara a convite de Mestre Suassuna para o Grupo Cordão de Ouro, onde se encontra até hoje.

Calado, apelido dado por mestre Cícero, retoma o Projeto Editorial que fora interrompido em 2013 ocasião em que publicara três edições da Revista O Capoeira.

O objetivo geral da proposta é produzir registros jornalísticos, históricos e de memórias do ensino, da prática e da preservação da capoeira na Região de Campinas, caracterizada pelas antigas fazendas de café  e conhecida por ser um dos importantes pólos científicos e tecnológicos do Brasil e da América do Sul.

Dentre os objetivos específicos estão: contribuir com o processo permanente de valorização e sustentabilidade do oficio dos mestres da capoeira. Repercutir, apoiar e colaborar com as iniciativas criativas, empreendedoras e culturais que resultem em impactos para a  comunidades.

Promover e apoiar a economia criativa, solidária e autônoma observado na capoeiragem; estimular debates, cursos, oficinas e workshops para a capacitação e gestão de projetos. Publicação de material de apoio a divulgação, circulação e comercialização de produtos culturais ligados a capoeira.

Os fundamentos teóricos  que alicerçam esse trabalho são aqueles contidos nos princípios preconizados pela Lei Cultura Viva nº 13018/2014 e acobertados pelas práticas do jornalismo cultural e colaborativo.

Capoeira Criativa e Solidária

A Capoeira Criativa e Solidária é um movimento existente desde que a Capoeira fora transformada  por Mestres Pastinha e Bimba. Embora o termo nunca tenha sido usado formalmente ou oficialmente, do ponto de vista prático e de sobrevivência, vários capoeiristas já executavam a criatividade e a solidariedade como valor importante para o desenvolvimento da capoeira.

Não se trata somente de talento e habilidade que se desenvolve ao longo dos anos  com a vivência que a capoeira ( escola) proporciona. Trata-se também da moral e da ética que se aprende na vida e na própria roda da capoeira.

A criação e o desenvolvimento de instrumentos para a vadiação, na roda e fora dela tornou-se uma atividade cada mais comum e remunerável para aqueles que enxergaram muito além das aulas, o artesanato e a confecção de roupas se converteram em mais uma fonte de renda para mestres e professores.

A capoeira tem a sua economia, pode-se afirmar que em grande medida essa economia tem seus fundamentos e raízes fincados na solidariedade e na criatividade, princípios usualmente aplicados no jogo e na ginga da capoeira.

Mestre Bill cria e estiliza instrumentos para a capoeira. Há mais de 10 anos exibe e comercializa suas criações na tradicional Feira Hippie de Campinas-SP ( Foto perfil Redes Sociais Mestre Bill)

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