O Cronista se apresenta

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O que tem Tiradentes, Machado de Assis e Rubem Alves com essa crônica? Explico. Hoje é dia 21 de abril de 2021. Dia de Tiradentes, o herói inconfidente. A relação do agitador mineiro com Assis e Alves é a coincidência do dia. Ou quem sabe tratar Machado de Assis e Rubem Alves como heróis inconfidentes. Seria justo.

“LIBERTAS QUAE SERA TAMEN”

Meu nome é Luciano Medina, prazer em conhece-los. O cronista se apresenta e sou eu. Me desafiei nesse ano. Além da disposição em manter-me calmo, sem ansiedade na sombra do teto de minha casa nesse período de auto reclusão. Me lancei aos desafios e aos projetos. O primeiro é permanente e religioso. Ler diariamente, além de fichá-lo, uma crônica de Rubem Alves. O Segundo, embora permanente não é religioso; ler diariamente uma crônica de Machado de Assis.

“Estou ficando louca” é o titulo da crônica de Rubem Alves lida e fichada nesse feriado de Tiradentes. Pensar e imaginar na ideia central do texto de hoje é de lacrimejar os olhos. Sugiro que leiam. E como tudo que é Rubem Alves, uma cebola pode se transformar numa esmeralda como ele nos ensinou. Não pela grandiosidade da narrativa poética, mas pela potencia da simplicidade que existem nas coisas. Como a tranquilidade do feriado de Tiradentes. Ler Rubem é isso, descobrir a grandeza da simplicidade. A crônica é um texto classificado como curto, efêmero e simples.

A missão é me estreitar com a crônica, quer dos Rubem, quer as do Machado, do João do Rio, das ruas, do cotidiano. A crônica é terapêutica e seus efeitos se assemelham aqueles famosos relaxantes musculares.

O título “o Cronista se apresenta” é de umas das crônicas de Machado de Assis escrita e publicada no dia 5 de abril de 1888. E qual a razão de Rubem Alves flanar sobre a ideia de Machado? Do ponto de vista da crítica literária, as construções narrativas talvez.

Mas a opção religiosa por Rubem Alves e não por Machado de Assis é temporal, e de linguagem. A simplicidade de Rubem é penetrante e de uma utilidade psicotrópica infinita, muito maior que as bruxarias do Cosme Velho. De qualquer modo peço aos imortais das letras que olhe por mim. Não ore, só olhe. O cronista apresentado. Saravá.

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