Sobre o Blog

Projeto Editorial. Crônicas das Cidades é uma iniciativa editorial e cultural, eletrônica e impressa do jornalista e gestor cultural Luciano Medina Neto.  Os objetivos desta inciativa consistem em: Publicar e repercutir o cotidiano de detentores no ambiente comunitário; iniciativas criativas-autônomas locais, histórias e memórias que tenham impactos no desenvolvimento sustentável das cidades da Região Metropolitana de Campinas, e aquelas ao entorno da região.

Estimular debates e encontros de relevância cultural, sócio-político e econômico compõem parte dos objetivos específicos da proposta editorial. Incentivo às práticas e fomento das manifestações e expressões culturais, artísticas, urbanas e tradicionais dos municípios da região completam o conjunto de objetivos e compromissos editoriais do blog e do jornalista Luciano Medina Neto.

O cotidiano do indivíduo na rua, em casa com a família, na comunidade, no trabalho, no botequim, no açougue do bairro, nas festas populares serão fontes permanentes de observação para a produção e difusão de informação jornalística e cultural.

A cidade, criativa inteligente e viva, é aquela que aglutina e reúne sua comunidade sob o guarda-chuva da pluralidade. Potencializa, valoriza, preserva a memória e fomenta as práticas culturais, hábitos e costumes locais com o propósito de mantê-la para as gerações futuras, sempre na perspectiva responsável e sustentável.

O conceito de cidade inteligente criativa viva, tem sob a lente e observação jornalística um alargamento contributivo. Cabe ao jornalismo e ao jornalista a missão de colocar-se como canal de comunicação de maneira a facilitar e mediar o fluxo de informação elementar para a consecução das obrigações e compromissos firmados por meio dos verbos acima descritos.

Crônicas das Cidades é uma iniciativa jornalística que professa a cidade e o sujeito como meio e espaço alternativo de supra vivência conforme socializa Luis Rufino e Luiz Antonio Simas na pedagogia da encruzilhada, obra pedagógica imprescindíveis aqueles desejosos na mudança de pensamento e comportamento frente as forças naturais e metafisicas. A Cidade é um espaço de celebração e iniciação de qualquer transformação que se pretende.

O Blog do Medina – Crônicas das Cidades. Usualmente utilizado, a plataforma é a gestora do projeto Crônicas das Cidades, e cumpre a função de estabelecer de forma imediata os diálogos e os compromissos com os valores jornalísticos propostos. O Blog é um diário virtual que tem o objetivo de relatar e registrar os fatos e as interpretações do autor. Se tornou tão popular que se converteu para muitos operadores do jornalismo como um veículo noticioso, conforme aponta J.B Pinho no livro Jornalismo na Internet da Editora Summus.

O Folhetim – Crônicas das Cidades. O termo Folhetim (do francês Feuilleton) surgiu na França em 1790, mas só se tornou popular a partir de 1840 quando suas narrativas tinham como objetivo a conquista de clientes para os Jornais da época. No Brasil, esse modelo narrativo chega importado da França e rapidamente ganha adeptos e o sucesso, principalmente na capital imperial da Época, a cidade do Rio de Janeiro.

O Folhetim originalmente era uma seção literária presente na parte inferior de uma página de jornal ou revista. Sua função era preencher espaços vazios com publicações de prosas, novelas e romances, e que servia como entretenimento ao leitor. Por essa razão, o folhetim obteve sucesso; espaço que revelou para a literatura brasileira nada mais nada menos que Machado de Assis, Lima Barreto e que publicou a conta gotas o romance A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em 1844.

Com o passar do tempo a utilização do Folhetim ganhou novos contornos e o conceito do termo se ampliou, sofisticou ao passo que seu acesso se restringiu a guetos artísticos, culturais e jornalísticos.

A Crônica no Folhetim Cidades. A linguagem utilizada para transmissão e troca de informação no folhetim será a crônica, gênero jornalístico livre e pessoal, e que tem na atualidade dos fatos (histórico-cotidiano) seu sujeito de estudo, registro e difusão.

A ideia básica e o conceito de crônica significam cotidiano, algo corriqueiro que ocorre a todo instante. Pode ser um fato ameno, extraordinário e histórico. Rubem Braga considerado o maior cronista brasileiro respondeu a uma pergunta sobre que era crônica dizendo se tratar de um “registro do instante”, qualquer instante, suponho.

Já Machado de Assis maior escritor da literatura brasileira e da língua portuguesa ao lado de Fernando Pessoa escreveu em “O Nascimento da Crônica de 1877” não saber “dizer positivamente em que ano nasceu a crônica” mas que houve calor e crônicas antes mesmo de Noé, com Adão e Eva, nus no paraíso.

O Dicionário Aurélio de 1984 contribui com a seguinte definição: “Conjunto de notícias ou rumores relativos a determinados assuntos”. Pois então, estão todos corretos, particularmente adoto como métodos esse conjunto de conceitos que justificam e dão a dimensão da riqueza e pluralidade que é a língua portuguesa e a pluralidade cultural residente nas ruas, cortiços e casarões Brasil afora.