Terapêutica

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A crônica, muito mais que um gênero jornalístico-literário. Muito mais que sua leitura, observe o advérbio, propriamente dito. Muito mais que um flagrante urbano de uma rolleiflex.

Muito mais que uma captura retiniana do nosso dia a dia existencial. A feitura relevante da crônica implica numa atitude terapêutica das mais potentes desde o surgimento do diazepam e da pílula azul do prazer.

Digo mais, olhe a função do advérbio de novo, comprovadamente, a crônica é terapêutica, dependendo do ambiente é afrodisíaca ou broxante. A crônica é dialética; uma senhora sábia e política.

Diria ainda, sem nenhum constrangimento, com a autoridade de um cidadão comum que já passou por muitas aventuras de rua. Que já fora sacolejado a esmo pelo flanar dos ônibus em horário de pico. E que teve seu bom nome negativado pelos tribunais do SPC.

Como tratamento barato aos males que a velocidade dessa vida nos proporciona. A terapia resolutiva para a saúde da mente seria, sem sombra de dúvida uma conversa com uma folha de papel em branco. Quando não, sob a tela iluminista de um notebook, mesmo aqueles de gerações anteriores.

O que importa é o papo, a confissão, a escrita. É libertador, a sensação de inocência é de uma plenitude virginal. Vai na fé, conte sua história, exista

Inté.

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