O Globo e o proselitismo editorial contra o fim da escala 6×1

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Não se trata de proselitismo, mas de terrorismo editorial mesmo, a exemplo de muitos que ocorreram no passado recente.

O editorial do Globo dessa sexta-feira 12/12 tenta argumentar que o PL da redução da escala 6×1 é meramente populista e eleitoreira. O editorial reduz a proposta a uma planilha operacional que tem efeitos capitais na produtividade da economia, cujo resultado será a miséria e a demissão dos trabalhadores.

Para além da oposição à proposta a empresa liberal de O Globo promove o medo e o terrorismo editorial ao ameaçar o Brasil com o suposto miserê e desemprego que serão resultado caso a proposta dita populista avance, e claro, influencie na corrida eleitoral do ano que vem.

Os Marinhos citam economias européias que sucumbiram à redução de jornada de trabalho como França, Bélgica. Citam, não apresentam dados, restringem-se à logica extremista de jogar com a desinformação como forma de legitimar a peça opinativa.

Ao referenciar as supostas vantagens que o fim da 6×1 teriam sobre a vida de trabalhadores, de novo, o jornal não demonstra sobre quais os impactos sobre a realidade cotidiana teriam na vida da coletividade, prefere usar a semântica da miséria, do desemprego e do populismo da proposta.

Enfim, toda proposta que beneficie diretamente a classe trabalhadora é classificada como populista e eleitoreira, foi assim com o projeto de isenção do IF, é assim com a proposta de taxação das grandes fortunas. É sempre assim, a reivindicação histórica de redução da jornada de trabalho é um mantra que estremece as bases liberais que operam nas bolsas sob a proteção da elevada taxa de juros, e sobre o oligopólio do sistema financeiro, da qual nutre-se os grandes veículos de comunicação

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