A tarefas das entidades no combate à desinformação

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A federação Nacional dos Jornalistas em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná publicou no dia 20 de março de 2020 uma nota em que repudiava a promoção para a prescrição do Kit Covid-19 como forma de tratamento precoce, sem comprovação científica e eficácia no combate a pandemia.

Mas a nota foi além e publicou também o posicionamento da entidade frente a uma pandemia paralela, igualmente letal, a infodemia. O posicionamento das entidades ligadas a comunicação social é de uma unidade jamais vista em outro momento político do país, dado o negacionismo desenvolvido no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também declarou a pandemia de desinformação no ano passado (2020)

Desse modo, o consenso dos setores consequentes e mais sérios do jornalismo e das entidades ligadas a produção científica no país é que o jornalismo profissional, mais especificamente o cientifico ganha ainda mais importância no esclarecimento junto à sociedade, que age na defesa da saúde, da vida e na da ciência.

O mérito do exercício do jornalismo no Brasil há tempo se tornou uma questão judicial e de mercado. Junta-se a isso o surgimento das novas mídias, o avanço do aparato tecnológico e a inversão do mapa comunicacional resultante das possibilidades oriundas da internet. De certa forma isso contribuiu com o agravamento desse cenário caótico que se transformaram as redes de informação.


Atualmente qualquer cidadão com um aparelho celular na mão é um produtor potente de informação relevante ou não à sociedade.


Soma-se a isso, o analfabetismo, funcional e político, a ausência de parâmetros éticos e morais, e a própria intencionalidade em veicular informações falseadas com os mais diversos objetivos, quando não para obtenção inconsequente de impulsionamentos de likes. A falta do conhecimento técnico e de uma subjetividade para ponderar entre o que é interesse público e interesse do público resulta na distorção do que é notícia confundindo-se com fofocas e boatos.

O código de ética dos jornalistas brasileiros orienta a conduta do profissional habilitado. Diz o artigo 1º inciso II entre outras previsões, “a produção e a divulgação de informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”. A precisão e a correção da informação também previstas no código relevam o espirito que move a boa prática jornalística. Que dirá o jornalismo científico. Portanto, é requisito ao combate a desinformação, a técnica, o método e a formação qualificada como preconiza o exercício científico.

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