A tática da Crônica

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Afinal! Quem define o que é importante e relevante para você?

A escolha pela prática do jornalismo vai muito além de se submeter as lógicas de reproduções discursivas baseadas em metodologias liberais-saxã, o tal do lide, e que discriminou e ainda discrimina o pensamento e a prática periférica.

Opto portanto por uma tipicidade jornalística que tem brasilidade, e que ganhou campo principalmente por força do trabalho de Machado de Assis, Lima Barreto, e dos capoeiras na capital e do interior paulista nos ultimos séculos. Que instigou e provocou sua prática a partir de Rubem Alves nas páginas dominicais da aristocracia jornalistica de Campinas, e que encontra perspectiva descolonizante com os caminhos abertos por Conceição Evaristo e Sérgio Vaz.

Enfim, independente de onde veio e como se fez no Brasil por um longo tempo, o fato é que subvertemos essa prática a nosso favor. A crônica ao nosso modo de ser e pensar; a crônica como tática de (re) existência. Essa é a nossa mandinga segundo Luiz Rufino, é o nosso cruzo como referencia Simas, é o sensível de que profetiza profanamente Sodré.

A crônica é o simples como lembra meu amado e saudoso pai à beira de um balcão do boteco do finado Pelé no Bairro Boa Vista, o meu bairro, das lembranças e dos amigos. A crônica é a vida cotidiana que nos quer bem e próximo um do outro.

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